Retinopatia diabética

Proveniente do diabetes, a retinoplastia diabética se dá pelo rompimento dos vasos sanguíneos da retina, causando hemorragia e infiltração de gordura em seu interior.

Essa patologia se manifesta inicialmente de forma leve ou moderada na maioria dos pacientes, sem qualquer efeito significativo sobre a visão. O processo pode evoluir rapidamente, levando a uma perda visual parcial ou total. Tal comprometimento da visão ocorre quando as hemorragias e a gordura extravasadas afetam a mácula, uma área central e crítica da retina, indispensável para a visão de leitura, de cores e detalhes. Essa forma da doença é chamada de retinoplastia diabética exsudativa ou edema macular.

Existe um tratamento?

Sim. E apresenta resultados animadores quando aplicado precocemente. Através da técnica da fotocoagulação a laser, pequenas áreas da retina podem ser cauterizadas, beneficiando a maioria dos pacientes. Outra forma de tratamento é através de vitrectomia, um a delicada microcirurgia que visa a remoção dos vasos anormais, da hemorragia vítrea e a correção do descolamento de retina. Novas drogas são usadas com essas mesmas finalidades e são injetadas pelo oftalmologista no interior do globo ocular, proporcionando resultados satisfatórios. Várias vezes utiliza-se combinações destas 3 modalidades de tratamento para resultados mais efetivos. A equipe do Departamento de Retina do CBCO participa de estudos internacionais relacionados à Retinopatia Diabética.

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